domingo, 8 de setembro de 2013

O PÁSSARO AZUL – Charles Bukowski

Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou muito duro com ele,
eu digo, fica aí dentro, não vou deixar
ninguém
te ver.
Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky nele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os garçons dos bares
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele está
ali.
Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou muito duro com ele, 
eu digo, 
fica quietinho, você quer
me confundir? 
quer estragar o
meu trabalho? 
quer arruinar as minhas vendas de livros
na Europa?
Há um pássaro azul no meu coração 
que quer sair
mas eu sou muito esperto, só o deixo sair 
às vezes à noite
quando todos estão dormindo.
eu digo, eu sei que você está aí, 
então não fique
triste.
Depois coloco-o de volta, 
mas ele canta baixinho
aqui dentro, não o deixo morrer 
completamente
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é agradável o suficiente
para fazer um homem
chorar, mas eu
não choro, 
e você?
Charles Bukowski – do livro “LAST NIGHT OF THE EARTH POEMS (1992)”
Tradução de Andrew Clímaco.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Eu quis. Fiz de tudo para me livrar dos pensamentos que me levavam a você. Não consegui. Sinto muito. Agora penso que não há mais como voltar atrás. Há tensão. Fui precipitada (aliás, como sempre!). Agi por impulso.

Eu não quero perdê-lo. No entanto, acho que você está melhor sem minha presença.

Você fez alguma canção pra mim?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sinto saudades do futuro.
Escolhi me afastar de você para protegê-lo de mim. Perdoe-me. Agora entendo seu gesto. Não se preocupe, não voltarei a perturbar sua paz. O tempo fará com que esqueçamos um do outro. 

Não. Fará com que você esqueça de mim. 

MARIA BETHÂNIA - GRITO DE ALERTA